Não sei bem ao certo, talvez hoje seja o dia das coisas começarem a mudar. Um tentativa, vai saber. Sei que tenho a necessidade de expor, tudo o que me passa. Regurgitar experiências e catar do chão cada pedaço dessa forma recém expelida. E expor, como um amigo expõe na curiosidade do achado, uma coisa amorfa que pegou num canto qualquer.

Com esse gesto me coloco despido de qualquer objeto ou espectativas a frete de todos. Corpo nu, não para reconhecer, mas sim para identificar-se. Por que só com esta identificação, nesse exato momento, poderemos gozar da plenitude da cumplicidade.

A TAREFA de amolecer diariamente o tijolo, a tarefa de abrir caminho na massa pegajosa que se proclama mundo, …

Resistir a que o ato delicado de girar a maçaneta, esse ato pelo qual tudo poderia se transformar, possa cumprir-se com a fria eficácia de um reflexo cotidiano.